A história do saneamento básico na Idade Contemporânea
A história do saneamento básico na Idade Contemporânea

Na Idade Contemporânea (1790 até os dias de hoje), a revolução termodinâmica, possibilitada pela máquina a vapor, incentivou a aceleração do processo produtivo, causando um forte impacto ambiental e socioeconômico. O combate à poluição das águas se intensificou na França, quando em 1829, foram criadas leis que previam punições com multa ou prisão para quem atirasse nas águas produtos que provocassem envenenamento ou destruição dos peixes.

Iniciou-se a implantação do saneamento, assim como sua administração e legislação em conjunto com outros serviços públicos. Na Inglaterra, os resíduos industriais foram incluídos na lei britânica de controle da poluição das águas. Com o desenvolvimento de grandes centros industriais iniciou-se um processo de migração das zonas rurais e os imigrantes passaram a viver em péssimas condições de habitação e trabalho, índices de mortalidade e doenças aumentaram de forma considerável. A cólera levou a óbito 180 mil pessoas na Europa, e John Snow comprovou a origem da doença na água de Londres.

Um estudo de Edwin Chadwick em 1842 serviu de base para o desenvolvimento das relações entre saneamento e saúde, dando início a medicina preventiva. A visão higienista tornou-se dominante ao final do século XIX e na França implantou-se a medicina urbana, que objetiva os espaços das cidades, disciplinando a localização de cemitérios e hospitais, arejando as ruas e as construções públicas. Em 1875, no Brasil, iniciou-se a utilização de tubos de ferro fundido na adução de águas dos Rios d´ouro e São Pedro, para abastecimento do Rio de Janeiro. Em Diamantina, Minas Gerais, construiu-se a primeira hidroelétrica do País para mineração, em 1883. Seis anos depois, em Juiz de Fora a primeira hidroelétrica foi construída para abastecimento público. Em 1893, foi criada a Repartição de Água e Esgoto da cidade de São Paulo, com a incapacitação da Cia. Cantareira, empresa privada responsável pelo abastecimento da cidade.

Atualmente cerca de um bilhão de pessoas não tem acesso à água potável no Mundo. A previsão é de que cerca de dois bilhões de pessoas sofrerão com a escassez de água potável até meados do século, caso medidas não sejam adotadas para preservar e recuperar recursos hídricos. Cerca de 80% das doenças detectadas no mundo ainda são relacionadas ao controle inadequado da água e seis mil crianças morrem diariamente devido a doenças ligadas à água insalubre e a um saneamento e higiene ineficientes.

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