A terceira edição do jantar beneficente “Sim à Igualdade Racial”, iniciativa do ID_BR Instituto Identidades Brasil, realizada no dia 17 de maio, marcou os 130 anos da Abolição da Escravatura e anunciou os vencedores do prêmio “Sim à Igualdade Racial”, voltado às empresas que se destacaram na luta pela representatividade. O presidente e o diretor executivo da Aegea, Hamilton Amadeo e Josélio Raymundo, respectivamente, participaram do evento junto a representantes do comitê de igualdade racial das diversas unidades da companhia. O jantar também contou com a presença de empresas, artistas e líderes de movimentos e pessoas engajadas à causa.

A Aegea foi homenageada com um prêmio na categoria “Compromisso Social”, que visa reconhecer empresas que atuam em prol dessa causa. Amadeo também havia sido indicado na categoria “Liderança e Influência”.

No contexto brasileiro, a equidade racial ainda está distante. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de cor de pele preta ou parda, que representa mais 50% da população do país, ainda é minoria na ocupação de postos de trabalho e, quando empregados, recebem 55% a menos do que as pessoas brancas. Dados do Instituto Ethos também mostram que o engajamento das empresas para mudar esta realidade ainda é restrito. Nas 500 maiores organizações do Brasil há apenas 5% de negros ocupando cargos executivos. E entre aquelas que incentivam a diversidade somente 8% possuem políticas focadas nesta população, segundo pesquisa realizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Foi considerando esta realidade que, em setembro de 2017, a Aegea lançou o programa “Respeito Dá o Tom” que tem o objetivo de estimular o acesso igualitário às oportunidades de emprego e a retenção de profissionais negros em seu quadro de funcionários, em funções de todos os níveis. Para isso, entre outras iniciativas, a empresa readequou os processos de recrutamento e seleção para alcançar mais candidatos pretos e pardos às vagas de emprego disponíveis. Paralelamente, a companhia está realizando um censo para traçar o perfil dos seus colaboradores – mais de 3 mil no país –, para propor medidas de crescimento e desenvolvimento de carreira desses profissionais.

A sensibilização é também umas das frentes prioritárias do programa da Aegea. As concessões e unidades da companhia possuem comitês de diversidade que trabalham para fomentar a causa nos municípios onde atuam e uma das iniciativas dedicadas ao público interno são as rodas de conversa com convidados externos para abordar temas relacionados de equidade racial. A última delas foi realizada pela ativista, pesquisadora e feminista Djamila Ribeiro, no dia 21 de maio. Ribeiro, que também é mestre em filosofia pela Unifesp e participa constantemente de eventos e documentários sobre as questões étnicas raciais, expôs sobre a importância da quebra do silêncio em situações cotidianas de preconceito, racismo e desigualdade social.

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