A companhia universalizou o serviço de esgoto na cidade de Piracicaba (SP) e diminuiu de 56% para cerca de 19% o índice de perdas de água na rede de distribuição de Campo Grande (MS).

Duas operações da Aegea foram destaque no novo Ranking do Saneamento Básico das 100 maiores cidades brasileiras, produzido pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, lançado no último dia 18. Entre as cidades avaliadas, Piracicaba, onde a companhia atua desde 2012, por meio de Parceria Público-Privada, está na primeira posição no indicador de coleta e tratamento de esgoto, com cobertura de serviço a 100% da população local. Além disso, Campo Grande (MS), onde a empresa é responsável pelos serviços de água e esgotamento sanitário, foi destacada entre os cinco municípios com menor índice de perdas na distribuição de água, com 19,42%. A concessionária da capital Sul-Mato-Grossense criou, em 2006, o Programa de Redução de Perdas, no município, quando o índice alcançava 56%.

O cenário do saneamento brasileiro, no entanto, não apresentou avanços significativos no período avaliado, considerando todos os municípios do País, principalmente com relação aos serviços de esgotamento sanitário. Em comparação com o ano de 2015, houve um aumento de 3,8% na coleta e de 7,7 pontos percentuais no tratamento do esgoto. Em suma, tais indicadores mostram que, em 2016, mais de 100 milhões de pessoas, o que equivale a 48% da população, não tinham coleta de esgotos e somente 45% dos dejetos gerados no país eram tratados. O restante, que corresponde a 5,2 bilhões de metros cúbicos por ano, foi despejado na natureza.

O avanço tímido dos índices está atrelado à redução de investimento no setor. De acordo com o relatório, no ano anterior ao período analisado, o segmento recebeu, em média, R$ 13 bilhões. Já em 2016, houve uma queda relevante e o montante aplicado foi de R$ 11,5 bilhões. Conforme o estudo, Piracicaba foi um dos municípios que mais investiu em termos per capita, neste ano, tendo aplicado cerca de R$114 milhões.

“O esgotamento sanitário brasileiro é o mais deficitário dentre os índices de saneamento no país. É nítida a necessidade de investimentos neste quesito e, a exemplo da atuação da Aegea em Piracicaba, a ampliação das PPPs pode ser alternativa para os avanços nesse sentido. As capacidades operacional e de investimento das companhias privadas podem colaborar com o desenvolvimento desses resultados, oferecendo mais celeridade e qualidade aos serviços prestados”, afirma o Vice-Presidente de Relações Institucionais da Aegea Saneamento, Rogério Tavares.

Em dois anos de operação no município de Piracicaba, a concessionária da Aegea investiu R$ 130 milhões no sistema de coleta e tratamento de esgoto. Uma série de melhorias foram realizadas a partir de então, entre elas a construção, ampliação e modernização das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e da rede, e implantação de mais de 20 mil metros de rede coletora. Devido a esses esforços, 35 milhões de litros de dejetos deixaram de ser lançados, diariamente, no principal rio da cidade.

A companhia também tem realizado esforços significativos para mitigar as perdas de água na distribuição para os municípios onde está presente. Para contribuir no combate ao problema e levar mais eficiência às operações, a Aegea criou o primeiro núcleo de Gestão e Controle de Perdas (GCP) que, por meio de softwares, faz o acompanhamento centralizado e remoto de toda a rede de distribuição de suas concessionárias. A central faz a análise crítica dos dados e informações coletados, permitindo a correção de possíveis falhas, em tempo real.

Sobre o Ranking do Saneamento
O Ranking do Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, traz a comparação dos principais indicadores de atendimento do saneamento básico, no País. Foram avaliadas as evoluções nos índices de coleta e tratamento de esgoto, e de perdas de água nas 100 maiores cidades brasileiras entre 2011 e 2016. Para compor o Ranking, o Instituto Trata Brasil considera várias informações fornecidas pelas operadoras de saneamento presentes em cada um dos municípios brasileiros. Os dados são retirados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), elaborado no âmbito do Programa de Modernização do Setor Saneamento (PMSS), vinculado à Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades.

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