A Aegea vem investindo fortemente em inovação para enfrentar este que é considerado um dos principais desafios do setor de saneamento

No Brasil, de acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, o índice médio de perdas na distribuição de água é de 36,7%. Os números variam, chegando aos 70% em alguns estados. Para combater o problema em suas concessionárias e levar mais eficiência às operações, a Aegea criou o núcleo de Gestão e Controle de Perdas (GCP), instalada em Santa Bárbara d’Oeste (SP).

Graças à GCP, é possível fazer o acompanhamento de toda a rede de distribuição, por meio de um único ponto de monitoramento, o CCO-GCP (Centro de Controle de Operações GCP). Isso permite que a holding centralize a supervisão do fornecimento de água de todas as suas 48 concessionárias e analise, de forma crítica, os dados e informações coletados das redes de distribuição dos municípios onde opera. Assim, a nova central de perdas pode corrigir possíveis falhas em tempo real.

A energia é outro fator relevante supervisionado pela nova área da Aegea, que conta com o núcleo específico de Gestão de Eficiência Energética (GEE). Ali, o foco é no gerenciamento do consumo de eletricidade nos sistemas de distribuição. A central permite a otimização do gasto de energia elétrica e a padronização de processos.

Histórico – Antes de criar a GCP, a Aegea já desenvolvia um Programa de Redução de Perdas, que obteve resultados relevantes. Em Campo Grande (MS), por exemplo, a concessionária Águas Guariroba saiu de um patamar de 52% de desperdício de água, em 2006, para 19%, em 2015. A companhia também está desenvolvendo outras iniciativas voltadas para o combate ao desperdício, como o Projeto Geia, que será testado primeiramente em Sinop (MT). O objetivo é reduzir as perdas por meio do gerenciamento da pressão da água que circula pelas redes, diminuindo vazamentos e necessidade de reparos.

O sistema propõe um controle de pressão integrado e automático por meio de três recursos: georreferenciamento, modelagem hidráulica e sensoriamento. Devido à criação desse novo método, a Aegea ficou entre as 5 finalistas no HackBrasil 2017, premiação promovida por alunos brasileiros de Harvard e do MIT, que reúne especialistas de diversos ramos com o intuito de resolver grandes problemas nacionais por meio de soluções inovadoras e tangíveis.

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