Para cada R$ 1 investido em água e esgoto, outros R$ 4 deixam de ser gastos com internações derivadas da falta de saneamento. Setores como turismo e comércio também ganham

Quando se fala em fornecimento regular de água potável e tratamento de esgoto, quase automaticamente faz-se a associação com ganhos na área de saúde, como redução de doenças e casos de internação decorrentes da falta de saneamento básico. Os seus benefícios, contudo, vão além, perpassam os mais diversos setores e geram ganhos inéditos.
Um deles é a criação de empregos. Ela começa já durante a execução das obras de saneamento e implementação das melhorias e segue durante a gestão dos serviços de água e esgoto. Todo o processo demanda contratações. Uma vez concluídas, as obras contribuem, ainda, para o desenvolvimento local, com o incremento do comércio e de serviços.
Ao mesmo tempo, regiões com saneamento básico tendem a valorizar-se. “Outro aspecto é o da cidadania, da inserção social das pessoas. Quem mora numa casa sem água está à margem da sociedade. Quando alguém recebe a água e tem o esgoto tratado, ela se insere no processo de consumo. Se ela tem saneamento, aquela propriedade vale muito mais. Isso também é distribuição de renda”, destaca Hamilton Amadeo, CEO da Aegea.
Some-se a isso o fato de que o saneamento pode impulsionar ainda mais a demanda por áreas onde a vocação para o turismo já é uma realidade. Em Camboriú (SC) e na Região dos Lagos (RJ), por exemplo, os serviços que a Aegea Saneamento oferece, por meio de suas concessionárias, são essenciais para viabilizar o fluxo de visitantes, principalmente em altas temporadas. Os investimentos no setor de saneamento básico ali, pela Aegea, garantem esgoto tratado e água limpa às populações fixas e aos turistas que chegam a essas cidades sazonalmente. Sem falar na preservação de praias e a recuperação de rios.
O saneamento básico é um grande impulsionador do turismo e, de acordo com dados de um estudo do Instituto Trata Brasil, em parceria com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), sua universalização criaria quase 500 mil postos de trabalho em vários setores. Além disso, estima-se que seriam obtidos R$ 7 bilhões pelo fomento do setor no País.

 

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