Uma equipe especialmente treinada para detectar e combater perdas de água tratada no sistema passará a atuar, a partir de outubro, em três cidades atendidas por concessionárias da Aegea em Santa Catarina: São Francisco do Sul, Penha e Camboriú. A recém-criada Gerência de Gestão e Controle de Perdas será responsável por implantar um modelo padronizado com a missão de alcançar índices diferenciados de perdas no sistema.

Até a criação do grupo de trabalho, foram dois anos de pesquisas e análises para elaborar o modelo de implantação do sistema. A Aegea foi buscar referências em países que se destacam com excelentes desempenhos, como a Alemanha, que perde apenas 11% da água que produz.

Um dos grandes desafios de empresas de saneamento no mundo todo é controlar as perdas de água, já que este é um dos principais indicadores da eficiência de operação. Segundo estimativas do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, as taxas dos estados brasileiros variam de 76,4% (Amapá) a 27,3% (Distrito Federal), e a média nacional de perdas totais é de 37%. O índice considerado ideal, ou pelo menos aceitável, para as perdas no sistema de abastecimento é de 15%.

O novo Sistema de Gestão de Controles de Perdas (GCP) está centrado em seis pilares que incluem procedimentos para toda a rede de distribuição, desde que a água sai da estação de tratamento até chegar no usuário final. Cada rede tem suas peculiaridades e o GCP conta com um guia de ação prático para as operações do dia a dia.

A pressão da água na rede, por exemplo, é uma das questões mais importantes para fazer o controle de perdas. Se houver um furo na rede de distribuição e a pressão estiver baixa, o vazamento será menor. Em Santa Catarina, fornecedores e colaboradores estão sendo qualificados e treinados sobre o funcionamento da nova ferramenta.

Os dados coletados em cada concessionária serão enviados ao Centro de Controle Operacional (CCO) da respectiva unidade e ao CCO do Sistema de Gestão e Controle de Perdas. Eles permitem, dessa forma, possibilidades de supervisão, análise crítica e poderão ser disponibilizadas para usuários internos cadastrados via tablet e smarthphone.

Os 6 pilares do GCP:

– Gestão de Pressão da Rede (GP): é o gerenciamento da pressão de água que ela fique em níveis adequados;

– Controle Ativo de Vazamentos (CAV): ações e metodologias utilizadas para detectar vazamentos subterrâneos ocultos;

– Velocidade e Qualidade nos Reparos (VQR): adoção de melhores práticas para resolver os vazamentos, evitando reincidências;

– Gestão de Infraestrutura (GI): baseada em dados e critérios, principalmente econômicos;

– Gestão de Micromedição (GM): deve ser feita sob dois aspectos – nas novas ligações e na substituição dos hidrômetros existentes no momento ideal;

– Detecção e Regularização de Fraudes (DRF): sob o ponto de vista do GCP, fraudes devem ser detectadas por meio de fiscalização eficiente, baseada em ferramentas inteligentes, em que o percentual de assertividade permite eficiência e baixos custos;

Share Button

Os comentários estão fechados.