A Aegea foi eleita “Empresa de Saneamento do Ano” na categoria concessão privada pela revista Saneamento Ambiental – mais antiga e conceituada publicação do segmento no Brasil. A companhia gerencia a Águas Guariroba, responsável pelos serviços de água e de esgoto de Campo Grande, e atua em outros 38 municípios em oito estados no país. O evento de homenagem foi realizado na quarta-feira (05), no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo. Na ocasião, foi apresentada uma palestra do economista Eduardo Giannetti da Fonseca.

A escolha foi feita pelos leitores e diretores da revista Saneamento Ambiental. A Aegea ficou em primeiro lugar com base em quatro principais critérios: ampliação do tratamento de esgoto, índice de perdas de água, investimentos realizados em relação à receita operacional líquida anual e receita gerada por número de colaboradores próprios. “A premiação é uma forma de incentivo para que as empresas ampliem seu atendimento à população. No Brasil ainda há uma deficiência em torno de 50% em termos de tratamento de esgoto”, explica o diretor da Revista Saneamento Ambiental, Francisco Alves.

Alves afirma que a Aegea tem se destacado como um dos grupos que mais cresce no setor de saneamento no país. Hoje, a companhia já atende 2,7 milhões de pessoas. “Começou no Mato Grosso do Sul e está ampliando a população atendida e o número de concessões. É uma empresa que tem apostado muito no desenvolvimento de novas tecnologias para o setor de saneamento, o que é extremamente necessário para o Brasil. E outro ponto importante que nós consideramos é que é uma empresa que aposta na formação de recursos humanos”, aponta.

A edição nº 175, distribuída em agosto, traz na capa os nomes das premiadas empresas em três categorias. Entre as empresas estaduais, a mais votada foi a Sanepar, do Paraná. Na categoria empresa municipal, a escolhida foi a Sanasa, de Campinas (SP). Entre as concessionárias privadas, a Aegea ficou na primeira colocação. A publicação traz como destaque uma reportagem especial de oito páginas com um perfil da companhia e uma entrevista com o CEO Hamilton Amadeo.

Amadeo agradeceu a homenagem em nome dos acionistas, diretores e colaboradores da empresa. “É uma honra e uma grande satisfação representar duas mil e quinhentas pessoas. Vir aqui receber um prêmio dado pelos leitores da revista e reforçado pelo seu corpo diretivo. Isso orgulha tanto a mim como a uma equipe de colegas que estão distribuídos em 39 municípios. Municípios da ordem de Campo Grande, com mais de 800 mil habitantes, e como a cidade de Carmem, no Mato Grosso, com cinco mil habitantes. Estou contando isso para colocar que a Aegea vem não para explorar o saneamento, mas para contribuir em um processo de ampliar o saneamento para todos”, completa.

Participação

Após a premiação, o economista Eduardo Giannetti fez uma palestra sobre as perspectivas da economia brasileira e destacou a importância da ampliação do acesso ao saneamento para o desenvolvimento do país. “O fato do Brasil ainda não ter universalizado os serviços de coleta e tratamento de esgoto eu considero o maior déficit civilizatório no século 21. É simplesmente injustificável um país com o grau de desenvolvimento e o nível de renda que o Brasil tem hoje ainda ter uma situação em que 45% das crianças com até 14 anos vivem em domicílios ainda sem coleta de esgoto” afirma. “Enquanto o Brasil não resolver problemas elementares como esse, tudo mais fica prejudicado: a saúde pública, a formação de capital humano e a própria dignidade humana”, complementa. De acordo com Giannetti, o protagonismo da iniciativa privada é fundamental para garantir o investimento em capital físico para o avanço do saneamento. “Sem o engajamento do setor privado e sem o papel do setor público garantindo uma regulação adequada, nós não vamos deslanchar e fazer o trabalho que precisa ser feito”, aponta.

O Presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, considera importante o papel do setor privado para superar o desafio que é o déficit de tratamento de esgoto no Brasil. “O plano nacional de saneamento promulgado pelo governo federal mostra que é impossível só para o setor público atender essa demanda ou só para o setor privado. Vai ter que haver uma sinergia cada vez maior”, explica. “O setor privado vem não só ajudar com mais recursos, mas com noções de gestão que são fundamentais para a melhoria do próprio setor público”, reforça.

Presente na homenagem às “Empresas de saneamento do Ano”, Édison Carlos destacou a relevância do prêmio. “Premiações são muito importantes justamente para mostrar para o pessoal interno que vale a pena fazer esse esforço em prol do saneamento”, opina. “Por trás desse esforço, existem pessoas que estão se beneficiando com melhor qualidade de vida, tendo um melhor serviço de água, de esgoto. É muito importante quando uma empresa recebe esse tipo de prêmio para que os funcionários, principalmente, e a comunidade que é atendida, se sintam orgulhosos do trabalho que fazem”.

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