O filhote de arara azul nascido no ninho adotado pelo Instituto Equipav foi batizado com o nome de Aurora. A escolha do nome aconteceu por meio de uma votação online.

O público escolheu entre cinco nomes sugeridos no site oficial do IE. Aurora – que em latim significa amanhecer, raiar do sol, o início de um novo dia – foi o nome vencedor com 39% dos votos, seguido de Safi (22%), Zuzu (15%), Eco e Una (ambos com 12%).

A ave nasceu no final de 2014 em um ninho apadrinhado pelo IE no Instituto Arara Azul. A adoção foi realizada no mês de setembro, durante as comemorações ao Dia da Árvore. O Instituto Equipav destinou apoio financeiro de R$ 10 mil para custear as atividades de instalação e monitoramento do ninho durante o período de um ano. Esse investimento também contribui com o trabalho de proteção e conservação da arara azul e de outras espécies de pássaros na natureza.

Como a adoção, o IE tornou-se responsável por acompanhar tudo o que acontece no ninho, através de relatórios periódicos encaminhados pela equipe do projeto.

De acordo com os relatórios de acompanhamento, dois filhotes recém-nascidos foram encontrados no ninho, sendo que apenas um deles sobreviveu. Conforme esclarecimentos da bióloga Neiva Guedes, responsável pelo projeto, é natural que o filhote mais jovem não sobreviva, pois a arara pode pôr os ovos em dias diferentes e como a incubação começa logo após a postura do primeiro ovo, o segundo filhote nasce em desvantagem em relação ao mais velho. O comportamento do casal também é um fator decisivo: algumas araras criam apenas um filhote, mesmo que mais de uma ave tenha nascido no ninho.

Agora, a equipe do projeto segue com o monitoramento do ninho e também da arara Aurora.

Araras azuis

No início da década de 80, a situação da arara azul na natureza era crítica: existia uma população extremamente reduzida, em torno de 1.500 aves. Ela chegou a ser inserida na Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção.

Para resolver essa questão, há quase 25 anos o Instituto Arara Azul desenvolve pesquisas sobre a biologia básica da espécie, conquistando repercussão internacional. Além disso, o projeto incentiva os proprietários de terras rurais e fazendeiros do Pantanal a fazerem plantios e conservarem áreas com manduvis (árvore onde 95% dos ninhos de arara azul são encontrados).

Outro trabalho primordial do projeto é a instalação de ninhos que permitam a ocupação, postura de ovos e nascimento de filhotes, além da educação ambiental realizada junto a fazendeiros, peões, crianças, turistas e comunidade em geral para sensibilizá-los sobre a necessidade de acabar com a caça e tráfico de animais.

Com todo esse trabalho, o Instituto Arara Azul está conseguindo salvar as araras azuis do risco de extinção e contribuir com a conservação de outras aves coabitam na região do Pantanal de Mato Grosso do Sul.

Para conhecer mais informações sobre o Arara Azul acesse o site oficial do projeto (www.projetoararaazul.org.br).

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