A Organização Mundial da Saúde (OMS), agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), divulgou em maio um novo relatório sobre o Progresso em Água Potável e Saneamento no mundo. O levantamento mostra que desde os anos 1990, cerca de 64% da população mundial ganhou acesso a melhores instalações de saneamento. Aproximadamente um terço das pessoas no mundo agora também conta com acesso a água própria para o consumo humano, quase 2,3 bilhões em pouco mais de 20 anos. A organização considera que a cada R$ 1,00 investido em saneamento básico, economiza-se R$ 4,00 em gastos com saúde.

De acordo com a OMS, o acesso a fontes confiáveis de água e melhores condições de saneamento, que incluem coleta, afastamento e tratamento do esgoto, são fatores que se tornam a chave para a luta contra doenças como cólera, diarreia, disenteria, entre outras classificadas como infectocontagiosas.

Mesmo com os avanços verificados pelo estudo, divulgado no dia 08, ainda há um déficit de 1 bilhão de pessoas sem saneamento básico. Somente no Brasil, aproximadamente 7 milhões de pessoas não têm sequer acesso a um banheiro, conforme estima o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), do Ministério das Cidades. Além disso, mais da metade da população brasileira, 51,7%, não possui rede coletora de esgoto, apontam os números do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) de 2012, o último divulgado pelo Governo Federal.

Em Campo Grande, com o programa Sanear Morena, a Águas Guariroba, concessionária da Aegea responsável pelos serviços de água e esgoto na Capital, investiu R$ 255 milhões que fizeram o índice de cobertura da rede de esgoto na cidade sair de 29%, em 2005, para os atuais 73%.

Em 2009, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), registrou queda de 34% do índice de doenças relacionadas à falta de saneamento básico adequado, são quase 20 mil casos a menos, comparando com 2005.

Atualmente, a Capital está a caminho de se tornar uma das primeiras do Brasil a disponibilizar acesso dos serviços de esgoto a 100% da população. Para isso, estão sendo investidos R$ 636 milhões em obras para a implantação de dois mil quilômetros de rede coletora, beneficiando 240 mil pessoas de 418 bairros até, no máximo, 2025.

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