O planeta Terra deveria ter sido batizado de planeta Água. Com dois terços formados por este precioso mineral, essencial para a vida, o planeta possui apenas 0,008% do total da água sendo potável, ou seja, própria para o consumo. A situação se agrava quando grande parte das fontes desta água, formada por rios, lagos e represas, está sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem.

Ciente desta situação, a Organização das Nações Unidas (ONU) decretou no dia 22 de março de 1922 o dia mundial da água, onde a data é destinada a discussão sobre diversos temas relacionados a este vital bem natural. O objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para preservar a água potável do planeta. A data foi recomendada na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, no Rio de Janeiro.

Nesta data, a ONU também divulgou um importante documento que apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que tem por objetivo despertar a consciência ecológica na sociedade, seja na população ou em seus governantes, defendendo uma gestão sustentável dos recursos hídricos (Leia mais aqui).

Em 2014, o tema proposto pela ONU é: Água e Energia. A escolha ocorreu em virtude da água e a energia estarem intimamente interligadas, sendo interdependentes. A geração hidrelétrica, nuclear e térmica precisa de recursos hídricos para funcionar. Segundo dados da Agência Internacional de Energia, um aumento nominal de 5% do transporte rodoviário no mundo até 2030 poderia aumentar a demanda por água em até 20% do recurso utilizado na agricultura, devido ao uso de biocombustíveis.

A ONU aponta, ainda, que cerca de 8% da energia gerada no planeta é utilizada para bombear, tratar e conduzir água potável para o consumo. Além disso, recursos hídricos são utilizados para a geração de energia geotérmica, uma alternativa para energia em países com escassez de água.

O Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil – Informe 2012, da Agência Nacional de Águas (ANA), diz que o País possui cerca de 1.000 empreendimentos hidrelétricos, sendo que mais de 400 deles são pequenas centrais hidrelétricas (PCH). Até 2011, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), aproximadamente 70% dos 117 mil megawatts (MW) da capacidade instalada da matriz energética brasileira eram gerados por PCH, usinas hidrelétricas e centrais de geração hidrelétrica.

Desde que a Aegea passou a atuar em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul e no Rio de Janeiro, na Região dos Lagos, através de suas concessionárias Águas Guariroba e Prolagos, respectivamente, em 2005 e 2007, o tratamento da água mais eficiente nestas regiões geraram também um menor consumo de energia, através de uma política de redução de perdas. Com isso, menos água é produzida para abastecer a mesma população, gastando menos energia para o abastecimento. O maior custo mensurado para o tratamento de água é a energia necessária para isso.

Antes da Aegea, na Prolagos, a perda na distribuição de água na Região dos Lagos era de 51,53% e no final do último ano atingimos a marca de 30,20%. Na Águas Guariroba a perda na distribuição era de 55,86% e no final do último ano chegamos a 19,96% em Campo Grande. Se consolidarmos os resultados atuais, a economia gerada abasteceria 2.336.002 habitantes por ano, e a economia de energia seria capaz de abastecer 50.871 habitantes anualmente.

Para 2014, a Aegea pretende melhorar ainda mais esse índice com novos investimentos para analisar e monitorar a eficiência e distribuição de água. A Águas Guariroba atuará no projeto-piloto para a implantação da tecnologia, sendo posteriormente replicada às demais concessionárias da empresa. A gestão do projeto de implementação ficará a cargo da GSS (Gestão de Sistemas de Saneamento), braço de serviços da Aegea criado para reforçar e ampliar a atuação da Companhia em toda a cadeia de valor do setor de saneamento.

Por Rodrigo Barros

Share Button

Os comentários estão fechados.