Para garantir o bom funcionamento da rede coletora de esgoto na Capital, a Águas Guariroba investe em uma nova tecnologia capaz de detectar, em tempo real, irregularidades existentes no sistema. O equipamento, de fabricação americana, é composto por uma câmera que conectada a um computador, registra em vídeos ou fotos a parte interna da tubulação.

Dentro do encanamento, a câmera permite visualizar qualquer anormalidade, como: ligações clandestinas de esgoto na galeria pluvial, canalização indevida da água de chuva à rede de esgoto e acumulo de lixo, restos de comida ou gordura nas paredes dos tubos – o que impede a passagem do esgoto e provoca o extravasamento.

Esse tipo de vistoria ainda contribui com a preservação do meio ambiente, pois facilita a identificação de lançamentos ilegais de esgoto nos córregos. Segundo o gestor de esgotamento sanitário, Mário Marcio Gonçalves, a principal vantagem da câmera está na precisão. “Pelas imagens, veremos em tempo real como estão as tubulações e assim ter uma ideia de como a população utiliza a rede coletora. Desta forma, teremos um melhor direcionamento para nossas ações preventivas”, explica Mário Marcio.

Por dentro da rede

A câmera é inserida na rede coletora de esgoto por um cabo de cerca de 120 metros de extensão. As imagens captadas são enviadas diretamente para a tela do computador. Todas as informações coletadas são registradas, servindo de base para relatórios que apontarão não apenas os problemas, mas uma estimativa da vida útil dos tubos.

A tecnologia também foi adotada em Piracicaba (SP), pela Águas do Mirante, outra unidade de saneamento da Aegea, holding de saneamento do Grupo Equipav, controladora da Águas Guariroba.

Mau uso e extravasamentos

Em 2013, a Águas Guariroba realizou em média 343 manutenções na rede coletora, principalmente devido ao uso incorreto do sistema de esgotamento sanitário. No verão, esses atendimentos chegam a aumentar em até 11%, em razão do período chuvoso, associado às ligações clandestinas da água de chuva a rede e esgoto.

O uso indevido causa transtornos à população.  Casos como retorno do esgoto para dentro das casas e extravasamento em vias públicas são, normalmente, causados por materiais que não deveriam ser jogados na rede: papel higiênico, absorvente, preservativo, bituca de cigarro, cascas de alimentos e óleo de cozinha, além da água de chuva.

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