A Aegea foi classificada em 1º lugar, na categoria “Empresa Privada”, na eleição anual promovida pela revista Saneamento Ambiental.  A escolha, feita pelo corpo editorial da revista, levou em conta, para a eleição, os critérios de investimentos realizados em relação à receita operacional líquida anual; índice de tratamento de esgoto; níveis de perda de água e receita gerada por funcionário próprio.

Também foram eleitas este ano as melhores nas categorias Empresa Estadual e Serviço Municipal, nas quais a CAESB (DF) e o Semae de São José do Rio Preto (SP) obtiveram as melhores pontuações. Os títulos de “Empresa do Ano no Saneamento Ambiental” serão entregues formalmente às empresas pela direção da revista no dia 15 de maio em evento a ser realizado no Centro Brasileiro Britânico em São Paulo.

Holding de saneamento do Grupo Equipav, a Aegea detém atualmente 15% do mercado privado de saneamento no Brasil, atuando em 25 municípios em cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. A companhia posiciona-se como uma das maiores empresas do setor privado de saneamento no Brasil, na qual trabalham aproximadamente 1.700 colaboradores.

A primeira empresa adquirida pelo Grupo foi a Águas Guariroba, concessionária dos serviços de água e esgoto de Campo Grande, capital de MS; logo depois veio a Prolagos, com cinco municípios na região dos Lagos no estado do Rio de Janeiro (Búzios, Cabo Frio, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia e Arraial do Cabo). Em 2012, a Aegea deu um grande salto com três grandes conquistas em novos mercados.

Em São Paulo, a Aegea criou a Águas do Mirante, fruto da vitória em processo licitatório, através de uma PPP (Parceria Público-Privada) que passou a operar o serviço de esgotamento sanitário de Piracicaba. A Águas do Mirante já está trabalhando para promover a universalização do serviço de esgoto no município com a construção de uma estação de tratamento de esgoto e a implantação de 11 quilômetros de interceptor à margem do rio Piracicaba. O contrato de 30 anos com a prefeitura de Piracicaba prevê investimentos em torno de R$ 400 milhões ao longo da concessão.

Em Santa Catarina, a Aegea adquiriu 50% da Nacional Águas e Saneamento, empresa responsável pela operação, manutenção e gerenciamento do sistema de abastecimento de água do município de Penha. Em Mato Grosso, a entrada da Aegea se deu através da aquisição do controle acionário de concessões de saneamento em 17 municípios. Para garantir o seu modelo de gestão, a empresa criou no estado a holding Nascentes do Xingu. A sede administrativa da empresa está localizada em Cuiabá e foram criadas duas regionais, nas cidades de Sorriso e de Primavera do Leste. Além dessas duas cidades, a Nascentes do Xingu detém as concessões de saneamento nos seguintes municípios: Campo Verde, Primavera do Leste, Pedra Preta, Poconé, Jauru, Carlinda, Peixoto de Azevedo, Marcelândia, Santa Carmem, União do Sul, Vera, Sorriso, São José do Rio Claro, Nortelândia, Cláudia, Jangada e Porto Esperidião. São pequenos e médios municípios que, juntos, representam quase 90 mil economias e nos próximos cinco anos vão receber investimentos de cerca de R$ 200 milhões em água e esgoto.

Com esses negócios, a Aegea concluiu o ano de 2012 com 798.569 mil economias, uma população atendida de 1,9 milhão (chegando a 3,5 milhões no período de alta temporada nos municípios da Região dos Lagos, RJ, e Penha, SC) e uma receita líquida de R$ 390 milhões, crescimento de 19,3% em relação ao ano anterior. Os indicadores de desempenho da companhia expressam o sólido crescimento de suas operações, apoiadas em uma estrutura de capital eficiente, gestão especializada e um corpo técnico apto a replicar para novas concessões o bem sucedido modelo de operação adotado. Também em 2012 a Aegea concluiu uma operação de empréstimo de R$ 100 milhões com o Banco Mundial e seu braço de crédito, o Internacional Finance Corporation – IFC, que se tornou acionista da companhia e tem alavancado as possibilidades de novos negócios.

O presidente da Aegea, Hamilton Amadeo, afirma que o crescimento continua – “Os administradores municipais estão aos poucos percebendo que a iniciativa privada pode ajudar muito a reduzir o déficit no setor, assim como as empresas estaduais hoje tem a percepção de que podemos avançar juntos. Nosso modelo de operação nos permitiu inclusive quebrar o paradigma de que não seria viável operar em pequenos municípios. A estruturação financeira que adquirimos nos dá segurança para prosseguir investindo no saneamento. A Aegea hoje é uma empresa sólida, ágil e tem a expertise necessária para atender às demandas e oportunidades do mercado. Até 2017, pretendemos triplicar o tamanho dos nossos negócios de saneamento”.

Em março deste ano a Aegea obteve para a Águas Guariroba um financiamento de R$ 160 milhões junto à Caixa Econômica Federal. O valor é equivalente a 94% dos investimentos que serão utilizados pela concessionária para obras de abastecimento de água, esgotamento sanitário, controle e redução de perdas. A contrapartida de R$ 10 milhões será aportada pela própria concessionária, totalizando R$ 170 milhões de investimentos que beneficiarão mais de 800 mil pessoas. A Prolagos também contará este ano com um grande investimento em seus sistemas.  O financiamento obtido junto ao BNDES, de R$ 123 milhões, será aplicado no saneamento básico dos municípios atendidos pela concessionária e beneficiarão quase meio milhão de pessoas. O montante é equivalente a 75% dos investimentos que serão realizados pela concessionária até 2016. Os demais R$ 41 milhões serão aportados pela própria empresa, totalizando R$ 164 milhões de investimentos.

Para Hamilton Amadeo, o título de Empresa do Ano concedido à Aegea pela revista Saneamento Ambiental traz uma grande alegria e é motivo de muito orgulho – “essa conquista chega em um momento muito especial, é a coroação do trabalho de uma equipe incrível que está dedicada a um projeto que agrada a todos. Esse projeto trará um progresso enorme para as carreiras dos profissionais envolvidos, mas o melhor de tudo é  que vai legar para a população dos locais onde atuamos uma melhoria na qualidade de vida que, sem  a nossa ajuda, não aconteceria tão rápido”.

Por Maristela Yule

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