Por Rodrigo Barros.

Segundo estimam especialistas presentes no 4º Seminário Internacional de Engenharia de Saúde Pública, realizado nesta semana pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a cada R$1 investido pelo governo em saneamento básico, o sistema de saúde economiza R$4 no tratamento de doenças causadas pela ausência de tratamento de água e esgoto.

– A partir do momento em que o cidadão tem um sistema de distribuição de água em quantidade e qualidade certas, as doenças de veiculação hídrica, como diarreia e esquistossomose, por exemplo, vão diminuir. Se as doenças diminuem, a quantidade de vezes que uma mãe vai levar o filho com disenteria ao médico vai diminuir. – Explicou o diretor do Departamento de Engenharia da fundação, Ruy Gomide.

Segundo dados apresentados pelo professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Leonardo Heller, em todo o mundo, 1,9 milhão de crianças são levadas ao óbito, todos os anos, tendo como causa a diarreia. Do total de doenças registradas na população, 4,2% se devem à falta do saneamento básico.

– Temos de conferir a contaminação da produção de alimentos, por exemplo. Esses alimentos contaminados nas plantações podem estar se tornando um fator de risco para enfermidades crônicas, e essa água pode estar causando câncer ou prejudicando o crescimento das crianças. – Explicou Ana Emília Treasure, especialista da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O presidente da Funasa, Gilson Queiroz, defende que os gastos em saneamento sejam contabilizados no piso da saúde.

– Uma das melhores ações preventivas de saúde é um ambiente saudável, com o esgotamento sanitário e a coleta de resíduos. Isso traz economia para os serviços de atendimento médico, reduz a fila dos serviços de saúde e reduz os casos de doenças infecciosas e parasitárias. Com a desvinculação, se perde recursos de repasse obrigatório, que poderiam ser empregados nas ações preventivas. – Encerrou Gilson Queiroz.

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