A IFC (International Finance Corporation), membro do Grupo Banco Mundial, assinou um contrato de empréstimo de R$ 100 milhões com a AEGEA Saneamento, uma das principais operadoras privadas de serviços de saneamento do Brasil, para apoiar a expansão de seus serviços em regiões de baixa renda, tais como o Norte e Nordeste do Brasil, cujos sistemas de saneamento são ainda deficitários.

O empréstimo ajudará a empresa a quase dobrar sua capacidade de prestar serviços de esgoto e de abastecimento de água, beneficiando um total de dois milhões de pessoas até 2016. O investimento vai ajudar a resolver um importante desafio no Brasil, onde aproximadamente metade da população é servida por serviços de coleta de esgoto e apenas 30 por cento deste esgoto é tratado. O problema é pior nas regiões mais pobres do país. A expansão da AEGEA terá um impacto positivo na melhoria da saúde pública, qualidade de vida e produtividade econômica de quase um milhão de brasileiros.

“Investir em serviços de água e saneamento tem um impacto positivo sobre os gastos de saúde pública e na economia como um todo”, diz Loy Pires, Representante da IFC País no Brasil. “A Organização Mundial de Saúde estima que cada dólar investido em saneamento proporciona um retorno econômico de mais de três dólares. Melhorar o acesso à água encanada e esgoto também ajuda as famílias de baixa renda a superar a pobreza, reduzindo as despesas para obter água potável e os custos com serviços de saúde.”

A AEGEA Saneamento possui um histórico reconhecido no Brasil, tendo mais do que dobrado a coleta e tratamento de esgoto nas regiões em que opera nos estados do Mato Grosso do Sul (Campo Grande) e Rio de Janeiro (Região dos Lagos). A empresa adquiriu recentemente 16 concessões no Estado do Mato Grosso e assinou uma parceria público-privada para prestação de serviços de esgoto em Piracicaba, São Paulo, onde atingirá 100 por cento de coleta e tratamento até 2013.

“Nossa estratégia é aumentar rapidamente a cobertura do serviço, melhorar a sua qualidade e obter mais eficiência operacional para que a população perceba imediatamente os benefícios de nossa presença”, diz Hamilton Amadeo, presidente da AEGEA. “A coleta e tratamento de esgoto ainda é muito baixa em todo o Brasil e é um problema mais acentuado nas cidades das regiões Norte e Nordeste. Nossa empresa está pronta e disposta a trabalhar com o poder público para oferecer um modelo de gestão que atenda à necessidade de universalização do saneamento. O apoio da IFC será fundamental para implementar essa estratégia.”

O empréstimo da IFC visa também estimular uma maior participação do setor privado na prestação de serviços de água saneamento no Brasil. Atualmente empresas privadas têm uma participação tímida neste setor, ao redor de 10 por cento. O apoio da IFC e o crescimento de negócios como o da AEGEA podem demonstrar a rentabilidade desses serviços. Isto pode estimular outras empresas e investir no setor e introduzir soluções de mercado para um desafio antigo no Brasil, de oferecer o acesso universal à água e esgoto.

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